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Professor. Mestre e Doutorando em Educação. Amante da Família e dos amigos verdadeiros! Idealizador do movimento "O tempo não pode parar!" Site: www.professorzuzu.com

segunda-feira, 28 de maio de 2012

ALFREDO BOSI: A SOCIOLOGIA DA LITERATURA, IDEOLOGIA E CONTRAIDEOLOGIA.

Ao conceder entrevista ao Jornal Gazeta do Povo/Rascunho, reproduzida no Portal Vermelho (ambos na rede mundial de computadores – Internet), o professor e crítico literário brasileiro Alfredo Bosi falou sobre seu mais recente livro, Ideologia e Contraideologia (2010), e destacou ainda, o que denomina de sociologia da literatura.
A. Bosi teve uma formação inicial com as obras de Benedetto Croce, autor que defendia puramente a estética e insistia na separação, na divisão: “Ciência é ciência, filosofia é filosofia, sociologia é sociologia, arte é arte. Arte é imagem e sentimento. As ciências humanas têm uma relação direta com a realidade, ou procuram ter, e têm obrigação de dar ao seu leitor a veracidade de suas conclusões.”
Inobstante as posições de Croce, o grande professor foi desenvolvendo novas percepções, estabelecendo um diferencial entre universo literário (ou de imaginação) e as relações da literatura com a cultura e a antropologia; ou como explica melhor, um universo que projeta a subjetividade e, paralelamente, a algo público, uma atmosfera cultural, social, pública.
Revelou que, ao longo de sua vida, sentia-se um mal-estar com esta dicotomia e problematizou: ou se estabelecia uma autonomia da escrita de tudo que ficava em torno, o estético; ou o contrário, colocava-se “luz no período todo”, onde deveria ser considerado pelos autores, valores e ideias do universo, o que seria a posição da sociologia da literatura, do marxismo; em geral, das posições culturalistas.
Por muitos anos, tal inquietude fez parte da trajetória de A. Bosi, que teorizando Adorno (marxista da Escola de Frankfurt que valorizou a subjetividade, do ponto de vista individual) em: “a grandeza do poema é aquilo que a ideologia esconde”, sentiu-se um pouco mais confortável com tal epígrafe.
Mas foi quando, ironicamente recorrendo ao autor de sua formação inicial, Croce, que obteve exatamente a resoluta lição: “devemos separar conceitualmente poesia e não-poesia.”.
É justamente nesta oportunidade, com a divisão entre universo literário e sociologia da literatura, que compreendeu a separação de outros dois importantes conceitos, o que chamou em termos sociológicos e modernos, “separar ideologia e contraideologia.”.
Entre outras palavras, A. Bosi traduziu o que Adorno se referia acima, “a contraideologia é um movimento individualizante que faz com que o singular apareça; aquele singular que parecia inteiramente absorvido pela universalidade da ideologia dominante está lá, pulsando. E é ele que vai dizer coisas que durante séculos e séculos serão repetidas e a gente vai ler e vai se comover com aquilo.”
Desta forma, convencido da importância, superadas as dicotomias e divisões, entendendo o processo de percepção da realidade, o exímio crítico literário voltou-se para o mundo dos valores, das ideologias, concluindo que era preciso, em cada período, as tendências contrastantes de ideologia e contraideologia.
A partir daí, houve sempre uma preocupação em mostrar o traço sociológico, o traço social e histórico, a “sociologia da literatura” e isso estabeleceu um novo “olhar literário” e uma nova forma de produção intelectual na contemporaneidade.

sexta-feira, 30 de março de 2012

A QUEM INTERESSA 14 VEREADORES?

O grande Montesquieu, se vivesse em Uberaba, nesses tempos, ficaria, no mínimo, confuso em relação à postura da maioria dos vereadores em NÃO aprovar o aumento das cadeiras legislativas.
O proficiente escritor, ao conceber sua consagrada Teoria da Separação dos Poderes, procurou especialmente oportunizar o equilíbrio entre os poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), garantindo liberdade ao cidadão para se sentir seguro com o Estado, em suas relações harmônicas.
Outro princípio que o autor procurou desenvolver (e até mesmo assegurar), com a mencionada Teoria, seria o da Moderação (dos Poderes); isto é, além da harmonia e independência, “controlar o peso da força de cada poder, um em relação a outro”. E é sob este aspecto que gostaríamos de refletir a respeito.
Uberaba, uma cidade com mais de 300.000 habitantes e mais de 200.000 eleitores, com um Executivo forte e dinâmico, um Judiciário em constante crescimento e, na contramão, um Legislativo com 14 cadeiras? E não poderíamos deixar de registrar o voto vencido nesta matéria dos ilustres vereadores: Lourival dos Santos (do PCdoB, nosso Partido), José Severino Rosa (PT), João Gilberto Ripposati (PSDB), professor Godoy (PTB) e os peemedebistas Tony Carlos e Cléber Cabeludo.
E, lamentavelmente, o Legislativo, que representa o Povo, da forma mais abrangente, com sua proporcionalidade, permitindo as mais variadas ideias, interesses e anseios, de conservadores a democratas, trabalhistas, liberais, socialistas, comunistas e outros.
E não venham com o discurso populista ou alienante de que aumentar o número de vereadores aumentaria também os gastos públicos. É importante esclarecer que a arrecadação está diretamente vinculada ao número de habitantes, não possuindo qualquer relação com o número de cadeiras legislativas. Em síntese, a permanência de 14 cadeiras transparece uma Câmara fraca, elitista, sem representação e distante do Povo. Apenas para ilustrar, cidades vizinhas bem menores, como Araguari e Ituiutaba, para bom grado da Democracia, aprovaram 17 cadeiras, ou seja, três cadeiras a mais que em Uberaba.
Desta forma, retorno a pergunta inicial: A quem interessa 14 vereadores? Interessa ao político coronel, que perpetua a figura do “curral eleitoral”, autoritário, demagogo. Interessam aos defensores do Estado mínimo, sem institucionalidade e sem representatividade e in casu, um Poder Legislativo, longe de defender Leis que assegurem mais saúde, educação, cultura, segurança, transporte coletivo de qualidade e outros interesses do Povo.
Esta repugnante decisão da maioria dos nobres edis da nossa querida cidade de Uberaba será pensada, repensada, criticada e discutida; entretanto, somente a História terá condições de avaliar e medir os seus impactos e prejuízos desastrosos à nossa Democracia.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

FELIZ 2012

FELIZ 2012

domingo, 25 de setembro de 2011

Pesquisadora assume Presidência do PCdoB de Uberaba

A pesquisadora Sumayra Oliveira assume hoje a presidência do PCdoB Uberaba. Então secretária do partido, ela é a primeira mulher na história do Diretório local a assumir o posto, e foi escolhida dentro de um processo de renovação que foi construído ao longo das últimas semanas, como revela Wellington Félix, o Zuzu, que neste sábado passará o bastão à correligionária. A posse da nova Executiva do Diretório Municipal – que terá o sindicalista Marcos Gennari como vice-presidente – será efetivada durante a realização da Conferência Municipal dos comunistas.
O evento, programado para começar às 9h, na rua Álfen Paixão, 105, terá a participação do secretário-geral da legenda no Estado, Richard Romano. A estimativa é de reunir até 100 correligionários, informa Zuzu. A agenda do dia inclui, ainda, a apresentação de um balanço das ações partidárias em Minas e na cidade, e também de um documento intitulado Novo Projeto Municipal de Desenvolvimento (NPMD) - Programa PCdoB para Uberaba.
O texto, com dez páginas, traz em seu bojo, desde um histórico sobre a ocupação local – traçando um paralelo com a conjuntura nacional –, passando pelo que denominam de “O desafio da contemporaneidade”, até a apresentação de propostas de governabilidade. Entre as quais, a construção de uma cidade democrática, próspera e solidária, dotada de instituições plurais e inovadoras, que paute seu desenvolvimento pelos pilares da qualidade de vida, da inovação tecnológica, da geração de conhecimento e na criação de oportunidades. Desenvolvimento econômico e social, contínuos e complementares, diz o texto, que também faz indicações sobre meios políticos e organizativos que possam levar à vitória da conquista de uma prefeitura de democracia popular.
De acordo com Zuzu, esse documento vai nortear as candidaturas do PCdoB e também deve ser apresentado aos partidos que compõe a base de sustentação do Governo Anderson Adauto (PMDB). A conferência comunista será encerrada com um churrasco de confraternização que deverá reunir os aliados suas lideranças, como o próprio chefe do Executivo.
Fonte: Site do Jornal da Manhã. Em 24/09/2011.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sem fazer alarde, Câmara livra Jair Bolsonaro - Portal Vermelho

Sem fazer alarde, Câmara livra Jair Bolsonaro - Portal Vermelho

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Artistas e deputados cobram prioridade às políticas culturais - Portal Vermelho

Artistas e deputados cobram prioridade às políticas culturais - Portal Vermelho

A presidente da Frente Parlamentar da Cultura, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), defende uma nova lei de direitos autorais.